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MSA- O PODER DA CIÊNCIA


                        O Poder da Ciência

 

Uma das principais características da natureza do homem é a curiosidade - o questionamento sobre o que está a sua volta. E foi a partir dessa qualidade incomparável que houve mudanças de geração em geração, ao longo da história de nossa espécie.
Sendo assim, não é possível mencionar quantos seres humanos contribuíram para os fundamentos da ciência; todavia, é de imensurável importância citar o filósofo Aristóteles. Ele afirmou que a Terra é o centro do universo e que os seres vivos poderiam surgir da matéria orgânica. Apesar de equivocadas e derrubadas, suas teses serviram de incentivo para uma linha de pensadores e outros (atualmente chamados de cientistas) visto que para estes, explicações de seus colegas não significaram verdades incontestáveis, ou seja, que deveriam ser aceitas e repetidas incansavelmente, por esse motivo dizem que a ciência é a filha revoltada da Filosofia. 
Surge-me a dúvida, ainda somos movidos por perguntas ou aceitamos qualquer afirmação como verdadeira? Esta é a reflexão questionadora que norteia o meu discurso. De fato, torna-se difícil encontrar pessoas que tenham fundamento no que falam, porque é muito mais viável simplesmente reproduzir o que ouviu por tradição e seguir normalmente a vida. Deste modo, desmerecemos diariamente o trabalho dos pequenos e grandes cientistas que usaram suposições anteriores, o cérebro e a observação para chegar a conclusões.
Porquanto, esta admirável jornada da ciência que envolve altos e baixos da Grécia antiga até o presente, gerou milhares de teorias (comprovadas ou não, porém sempre construtivas) e inúmeras tecnologias. Um produto que merece destaque é o “Smartphone”. A maioria das explicações necessárias para o nosso processo de alfabetização científica está nessa máquina que carregamos; porém, preferimos ficar com a atualização do “feed do Twitter”,” Instagram” e “Facebook” do que pesquisá-las e assim, adquirir as respostas para nossas dúvidas, tudo isso em questão de segundos. Nesse sentido, a revista Veja publicou uma matéria em 3 de maio sobre a Marcha pela Ciência, manifestação dos cientistas ocorrida dia 22 de abril, em cerca de 70 países, devido às mentiras compartilhadas nessas redes sociais e por outro lado, a desvalorização da ciência pelo presidente Donald Trump.         
Ademais, Carl Sagan em seu livro "O mundo assombrado pelos demônios" já dizia: “a pseudociência é adotada na mesma proporção em que a verdadeira ciência é mal compreendida”. Por exemplo, se andarmos na chuva diremos que estamos gripados ou resfriados por conta disso, quando na verdade só adquirimos estes vírus por infecção e contato. Este erro imperdoável não acontece por falta de conhecimento, mas por não procurar saber o verdadeiro motivo antes de afirmar o que somos acostumados a repetir. Não nos questionamos se estamos agindo com pseudociência ou se somos alfabetizados cientificamente. 
Afinal, como se dá esse processo, se enquanto crianças temos curiosidade em tudo? Assim, os “porquês” dessa fase, vão sendo substituídos pela aceitação de grande parte das coisas que ouvimos, concordam? Contudo, apesar de pensarmos desta forma na maioria das vezes, na escola continuamos a aprender ciências naturais, assim como humanas, linguagens e Matemática e suas tecnologias. Certamente, a finalidade não é apenas obter uma nota alta no boletim e acertar uma questão a mais em relação a outros candidatos no vestibular. O quão fúteis seríamos se pensássemos assim? Supondo então que este objetivo fosse realizado, de nada adiantará se não soubermos colocar estas teorias em prática, ou seja, se não as tivermos assimilado para a nossa vida. Formaríamos médicos que receitam remédios de maneira errônea ou engenheiros que constroem casas mal projetadas, por exemplo.  
Da mesma forma, outro equívoco, está no ato de enxergarmos tais conteúdos de disciplinas separadamente, quando na realidade para sermos educados cientificamente, deveríamos absorvê-las a fim de obter um olhar diferente sobre o mundo. Isso não significa compreender tudo ou competir sobre quem é o melhor, mas sim querer saber não só o que o colega ao lado tem que você não tem, mas ter noção do mundo em que vivemos. Quando carregamos esse valor, não é qualquer político que vai nos convencer com uma campanha e nem qualquer outra pessoa que vai nos manipular ao longo da vida. Sobre este cuidado, Horkheimer e Adorno afirmam “O ditador trata o homem como o homem trata a natureza: ele os conhece para melhor os controlar”. Esta é uma visão negativa da ciência, posto que o homem não têm limites quando se trata de conseguir o que almeja; complemento com o ataque do biólogo Matthias Pfeifer “Os políticos são contra a evidência científica”. Após estas reflexões, há possibilidade de ainda encontrarmos aqueles que insistem em evitar essa fonte insaciável de conhecimento, que só a aceitam por ser obrigatória em sua grade escolar. 
Em vista disso, devo duvidar. Não me acomodar com qualquer resposta às minhas interrogações. Não é, certamente, “do dia para a noite” que tal postura irá mudar, mas sim de questionamento em questionamento, que leva à curiosidade, gerando interesse, procura e conhecimento. Nesse sentido, cito a afirmação do matemático britânico de origem polonesa Jacob Bronowski como referência: “o homem domina a natureza não pela força, mas pela compreensão”. Por fim, qual o ponto de viver em um ambiente sem ter conhecimento sobre quais criaturas nos cercam? Sem desejar saber a espécie daquele inseto que pousou em seu braço ou daquele animal que está morto na beira do mar?
Não obstante, nem tudo que o humano cria é agradável ao espírito. Não é difícil concluir que um ser imperfeito possui criações imperfeitas. A ciência cria bombas e mata pessoas, sejam elas culpadas ou inocentes. No entanto, a questão não é fazer ciência para o meio exterior, não é forçar a população a ser Isaac Newton ou Albert Einstein. Ninguém precisa deixar de acreditar em sua religião, pois em nosso vasto universo cabem todas as crenças. A questão é conscientizar o seu interior, começando por uma autocrítica, porque embora privilegiados por termos tantas ferramentas e acesso à educação, ainda não compreenderemos tudo - afinal, nem mesmo a ciência desvendou todos os mistérios existentes.
Por conseguinte, uma postura adequada já é um início para não nos satisfazermos com informação de qualidade inferior (presente, por exemplo, na Internet que varia entre fontes confiáveis e conteúdo vasto). 
Encerro com uma frase que cabe ao momento, do referido astrônomo introdutor da ciência, Carl Sagan: "diante da vastidão do tempo e da imensidão do espaço é uma alegria para mim compartilhar uma época e um planeta com você."

 

Obs: Esse texto foi inicialmente utilizado para fins escolares.

 

 www.instagram.com/ajuju_oliveira

 

 

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